Na busca por mais força, velocidade e resistência, muitos praticantes de atividades físicas acabam esquecendo de um componente essencial para a performance: a mobilidade. Embora muitas vezes negligenciada, ela é a base para movimentos mais eficientes, seguros e potentes. A fisioterapeuta Cibelly Galindo explica que existem diversos tipos de exercícios voltados para melhorar a mobilidade de diferentes partes do corpo com objetivos distintos. Mobilidade de tornozelos, para ganhos de agachamento e saltos; mobilidade de quadril, para corridas e movimentos de explosão; mobilidade torácica, para correções posturais; de ombros, para levantamento de pesos e de natação; além da mobilidade de punho, para suportar o peso das mãos durante as flexões de exercícios de ioga.
“A mobilidade se refere à capacidade que uma articulação tem de se mover livremente dentro de sua amplitude completa, ao contrário do alongamento, que foca nos músculos,” explica.
Segundo ela, o exercício mobilidade vem crescendo no programa de condicionamento físico. O objetivo é melhorar a amplitude de movimentos, prevenir lesões e aumentar a eficiência dos treinos. É essencial para garantir que as articulações estejam funcionando corretamente. Auxilia diretamente na sua capacidade de realizar movimentos com eficiência e segurança, diminuindo o risco de lesões e sobrecargas articulares e aumentando a qualidade do movimento durante a atividade física, ao contrário do treino de flexibilidade, que foca no alongamento dos músculos.
Os atletas de alto rendimento incluem exercícios de mobilidade em suas rotinas diárias justamente para prevenir sobrecargas e melhorar a eficiência nos treinos. Independentemente do nível de condicionamento, pessoas que incorporam mobilidade à sua rotina percebem ganhos em áreas como equilíbrio, coordenação e postura. Isso se reflete em atividades simples, como agachar com mais facilidade, ou complexas, como correr longas distâncias com menos esforço.
Além de melhorar o desempenho, a mobilidade contribui diretamente para a qualidade de vida. Movimentos compensatórios, causados por falta de mobilidade em alguma articulação, podem levar a dores crônicas e limitações funcionais ao longo do tempo, alerta a profissional.