Apesar da forte chuva que caiu na madrugada e manhã deste domingo em Olinda, a 3ª Maratona Internacional de Olinda contou com a participação de cerca de 3.500 atletas, que não deixaram o clima chuvoso tirar a animação e o entusiasmo do evento. Mesmo com avenidas alagadas e condições desafiadoras, os corredores seguiram firmes em busca de suas conquistas.
O evento gerou grande expectativa, mas também trouxe alguns desafios. Muitos atletas reclamaram da falta de sinalização adequada nos percursos, o que dificultou a orientação durante as provas mais longas. Alguns corredores tiveram que dividir a pista com veículos, o que gerou preocupações com a segurança, além de apontarem a necessidade de melhorias nos pontos de hidratação ao longo do percurso.
Destaque para o maratonista Adriel Gomes, que participou de sua terceira prova do ano e conquistou o primeiro lugar geral nos 21 km, com o tempo de 1h12min58s, além de bater seu recorde pessoal. Ele comentou: “Estou na minha melhor fase na corrida de rua, mas sei que posso evoluir ainda mais. Agradeço a Deus, à minha esposa, amigos, familiares e patrocinadores pelo apoio.” Sobre a chegada, Adriel destacou que a logística precisa ser aprimorada, especialmente na questão do espaço para
chegada, que ficou bastante disputada com os carros.
Outro destaque foi Eli Brito, ultramaratonista, que considerou a corrida boa apesar da chuva, mas reforçou a necessidade de melhorar a sinalização, hidratação e organização na largada. Sandra Nunes, bicampeã nos 10 km, comentou que a chuva exigiu mais cautela e que a segurança no percurso poderia ser reforçada.
Alguns atletas também apontaram dificuldades. Felipe Scavuzzi, que completou 21 km, não gostou do percurso e também destacou a falta de sinalização e segurança na hidratação. Diogo Nascimento, que bateu recordes pessoais nos 15 e 21 km, também comentou sobre a necessidade de melhorias na sinalização. Já José Elias Valadares, que correu os 10 km, gostou da prova, enquanto Rebeca Yasmim, que fez 5 km, achou aprova difícil por causa da chuva e dos alagamentos, além de reclamar da sinalização. Ayla Almeida, que completou 10 km, também sugeriu melhorias na sinalização.
Na equipe do Tamujunto na Pista, Maria Silva (Ceça) afirmou que gostou da prova, mesmo com a chuva, e que esta edição foi melhor do que as anteriores que participou.
Além da maratona, o domingo foi marcado por outros eventos esportivos, como o Circuito do Bem, promovido pelo GAC-PE, com caminhada de 3 km, corrida de 5 km e pedalada de 15 km, com largada às 4h30 do Parque Treze de Maio e chegada no mesmo local. Também aconteceu a Madre Run, na Zona Sul, com percursos de 5 km, 10 km e 15 km, com largada às 5h30 no Parque Dona Lindu, na Avenida Boa Viagem.
Fotos: Tássia Cavalcanti
