Em clima de confraternização entre civis e militares, o Bairro do Recife recebeu, neste domingo (24), a 47ª edição da tradicional Corrida Duque de Caxias. Organizada pelo Exército Brasileiro, por meio do Comando Militar do Nordeste, com apoio da Prefeitura do Recife e da Federação Pernambucana de Atletismo, a prova integrou as comemorações da Semana do Soldado e reuniu cerca de 2.500 corredores.
A largada ocorreu às 6h30, no Forte do Brum, para o pelotão dos 10 km. Quinze minutos depois, foi a vez dos atletas inscritos no percurso de 5 km. O trajeto passou por ruas e pontes do bairro do Recife, as pontes do Limoeiro e Maurício de Nassau, além da Rua da Aurora, em um dos cenários mais simbólicos da cidade. Durante todo o percurso, os cantos entoados pelos militares corredores ajudaram a animar os participantes e o público presente.
Apesar de alguns corredores considerarem o horário de largada tardio para provas de rua, o percurso foi bastante elogiado pelos atletas. A estrutura do evento também recebeu bons comentários, embora tenha havido sugestões de melhorias, como a ampliação dos pontos de hidratação.
Além do esporte, a corrida reforçou seu caráter solidário. Foram arrecadadas 2,5 toneladas de alimentos, destinados ao programa Mesa Brasil, do Sesc. “Foram em torno de 2.500 inscritos, cada um doando um quilo de alimento. Em
termos de logística, tivemos também 22 mil copos de água distribuídos e mais de 22 mil frutas, entre banana, laranja e maçã, para atender os participantes”, detalhou o tenente-coronel Pereira, um dos organizadores.
O evento também contou com os serviços do projeto Colmeia, do Sesc, oferecendo à população atendimentos médicos, vacinação, orientação nutricional, odontológica e jurídica, emissão de documentos, além de massoterapia, limpeza de pele e atividades recreativas para crianças. “É um trabalho que existe desde 2016 nas comunidades, e este ano trouxemos para dentro da corrida, beneficiando famílias inteiras”, destacou Isolda Braga, gerente do Mesa Brasil.
Entre os corredores, histórias de entusiasmo marcaram a manhã. O estudante Gleydsson Gabriel
Ferreira, que correu ao lado da mãe, a enfermeira Bruna Rafaela, completou mais uma vez os 10 km. “Foi um bom percurso para me desafiar. Comecei a correr no ano passado e já é uma conquista”, disse. Bruna também comemorou. “Além do esporte, é uma corrida de solidariedade. Ajudamos quem precisa e cuidamos da nossa saúde física e mental”.
Já Dionísio de Souza, técnico de enfermagem que participou do pelotão dos 5 km, destacou a boa organização. “Tinha banheiro, alimentação e estrutura de apoio. Só senti falta de mais pontos de hidratação. Fora isso, foi muito bem organizada”.
Entre os corredores de elite, houve também uma queixa em relação à sinalização do percurso. Em determinado momento, um grupo chegou a ser visto por outro atleta pedindo orientação a um staff, no meio do trajeto, por não ter visualizado a placa indicativa.
Fotos: Joyce Pina