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Corrida de rua cresce no Brasil e se consolida como aliada da saúde física e mental

Especialista alerta para riscos da prática sem orientação profissional e reforça benefícios da modalidade

17/09/2025

A corrida de rua vive um momento de expansão no Brasil. Prática acessível e transformadora, ela tem atraído milhões de pessoas em busca de mais saúde, disposição e equilíbrio emocional. Em paralelo, cresce também a preocupação dos especialistas: sem a orientação adequada, os riscos de lesões e problemas cardíacos podem comprometer a experiência.

Segundo o relatório Strava Tendências de Esportes 2024, o número de clubes de corrida aumentou 109% no último ano. Só em 2023, foram cerca de 150 mil provas realizadas no país, com um crescimento de 13% no número de participantes em relação ao ano anterior. Hoje, estima-se que o Brasil já reúna 13 milhões de corredores.

Para o Profissional de Educação Física e especialista em corrida de rua Antônio Arruda (CREF 002643-G/PE), esse movimento representa uma verdadeira mudança de comportamento. “Seguir parado é deixar de viver em plenitude. A corrida traz movimento, saúde e autoconfiança para todos aqueles que decidem calçar um tênis e dar o primeiro passo”, destaca.

Os ganhos da corrida vão além do emagrecimento e da melhora cardiovascular. Arruda explica que a prática contribui para o fortalecimento muscular, a prevenção de doenças como hipertensão e diabetes e ainda ajuda a regular o sono. No campo comportamental, os efeitos também são expressivos: “A corrida proporciona clareza de mente, melhora a autoestima, alivia o estresse e promove paz interior”, afirma.

A importância da orientação – Apesar dos benefícios, Arruda faz um alerta: seguir planilhas de aplicativos, sites ou redes sociais sem supervisão de um Profissional de Educação Física pode ser perigoso. “Somente o profissional tem a formação necessária para prescrever, orientar e ajustar um treino de acordo com o perfil de cada praticante. Sem isso, o risco de lesões e complicações aumenta bastante”, explica.

Aspectos como ritmo (pace), tipo de pisada e indicadores fisiológicos – entre eles o VO2 máx – precisam ser avaliados de forma individual. “Quando a orientação é correta, a corrida se torna segura, eficiente e prazerosa. O contrário pode levar ao abandono da prática e até a problemas graves”, reforça.

Para quem deseja dar os primeiros passos, a recomendação é iniciar de forma gradual, alternando caminhada e corrida, e aumentar o ritmo progressivamente, sempre com acompanhamento profissional.

“Correr é investir no corpo, no sono e na mente. Mas esse investimento precisa de orientação qualificada para trazer retorno real em saúde e qualidade de vida”, conclui Arruda.

Fotos: Divulgação