Perda de força, cansaço no dia a dia e até maior risco de quedas e fraturas. Esses são alguns dos sinais da sarcopenia, condição caracterizada pela redução progressiva da massa e da função muscular. Embora seja mais frequente em idosos, ela também pode afetar adultos mais jovens, especialmente em casos de sedentarismo, má alimentação ou doenças crônicas como diabetes e cardiopatias.
De acordo com o cirurgião ortopedista Carlos Romeiro, os primeiros sinais que levam o especialista a suspeitar da doença são queixas de fadiga, dor ao permanecer em pé ou sentado por muito tempo, dificuldade para realizar pequenas tarefas cotidianas e até perda visível de massa muscular. “É uma condição que precisa ser investigada com testes específicos e exames de imagem, como densitometria corporal e ressonância lombar”, explica.
Apesar de ser mais prevalente em idosos, Romeiro reforça que a sarcopenia não está restrita à idade avançada. “Fatores como distúrbios nutricionais, sedentarismo e uso de determinados medicamentos podem desencadear o
problema em pessoas mais jovens”, afirma.
Risco para ossos e articulações – A perda de massa muscular compromete a estabilidade corporal e aumenta a probabilidade de quedas e fraturas. “Chamamos de envelope muscular a estrutura que recobre o corpo e dá suporte. Quando ele se fragiliza, o equilíbrio é prejudicado, favorecendo a instabilidade e até a osteoporose”, alerta o ortopedista.
O diagnóstico vai além da observação clínica. Testes como levantar-se de uma cadeira, medir a força de preensão manual e avaliar deslocamentos curtos ajudam a identificar o grau de comprometimento. Já no tratamento, a abordagem precisa ser multidisciplinar, envolvendo ortopedistas, geriatras, endocrinologistas, nutrólogos, nutricionistas e educadores físicos.
A correção de déficits nutricionais, reposição de proteínas e vitamina D quando necessário e o acompanhamento médico responsável são pilares do tratamento. “Não basta começar a tomar suplementos por conta própria. É preciso avaliar exames, calcular necessidades específicas e definir a conduta de forma individualizada”, ressalta Romeiro.
Exercício físico é indispensável – Segundo o especialista, a atividade física resistida – como musculação, pilates ou hidroginástica, dependendo do perfil do paciente – é fundamental para combater a sarcopenia. “O objetivo final é sempre o mesmo: ganho de massa muscular, melhora da força e mais qualidade de vida”, destaca.
O ortopedista recomenda que pessoas acima dos 60 anos, especialmente as com doenças crônicas, façam acompanhamento regular com um geriatra, mesmo sem sintomas. “Para envelhecer com saúde, é essencial manter hábitos simples: alimentação equilibrada, sono de qualidade, saúde mental em dia e prática regular de exercícios”, reforça.
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