Treinar pesado e manter a disciplina na dieta são pontos fundamentais para alcançar bons resultados na academia. Mas um fator muitas vezes negligenciado pode sabotar todo o esforço: o sono. Dormir bem não é apenas descansar, é garantir que o corpo esteja preparado para responder ao treino e se recuperar de forma adequada.
Durante o sono profundo, acontecem processos essenciais, como a regulação hormonal, a liberação do hormônio do crescimento (GH) e o equilíbrio da glicose – fundamentais para a reparação muscular e o estoque de energia. Segundo o médico Cleydson Lucena, especialista em Medicina do Sono, “o sono e a prática de exercícios funcionam como uma via de mão dupla. Uma boa qualidade de sono influencia diretamente no desempenho físico, e a atividade física contribui para noites mais eficientes quando praticada no horário certo”.
Pesquisas mostram que dormir menos de seis horas por noite pode reduzir em até 40% a síntese proteica pós-exercício, atrasando a recuperação muscular e aumentando o risco de lesões. Além disso, treinar sem descanso adequado amplia o estresse físico e metabólico, eleva a fadiga e compromete a performance.
De acordo com o educador físico Jorge Junior, da Selfit, a escolha do horário e da intensidade dos treinos é decisiva para o sono. “Exercícios muito intensos próximos ao horário de dormir podem dificultar o início e a qualidade do descanso. Para quem tem insônia, o ideal é treinar pela manhã ou início da tarde”, orienta.
A recomendação geral é que adultos ativos durmam entre 7 e 9 horas por noite, enquanto atletas de alta performance devem buscar até 10 horas de descanso. Práticas como alongamentos, yoga e técnicas de respiração também ajudam a preparar o corpo para relaxar e garantem mais equilíbrio entre treino, recuperação e saúde.
Foto: Selfit Academias