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Dia Mundial da Alimentação Saudável: nutrir-se é um ato de amor-próprio, destaca nutricionista

Alimentar-se bem vai muito além de estética - é cuidar do corpo, da mente e da vida.

15/10/2025

Celebrado em 16 de outubro, o Dia Mundial da Alimentação Saudável é um convite à reflexão sobre nossos hábitos à mesa e à importância de escolhas equilibradas no dia a dia. Mais do que uma tendência, alimentar-se bem é um gesto de autocuidado e prevenção.

Para a nutricionista Swellen Herida, alimentação saudável significa “fazer escolhas mais nutritivas e in natura, mantendo refeições equilibradas e harmônicas para garantir saúde e qualidade de vida”.

Segundo a especialista, uma alimentação equilibrada traz benefícios que vão muito além da aparência física. “Com os macronutrientes ajustados e uma boa oferta de vitaminas e minerais, é possível prevenir doenças crônicas, fortalecer o sistema imunológico, melhorar o sono e a disposição, além de promover bem-estar mental”, afirma.

Erros comuns e modismos perigosos

Swellen alerta que muitas pessoas ainda erram na quantidade e qualidade dos alimentos, trocando o natural pelo ultraprocessado. Ela também chama atenção para dietas da moda que prometem resultados rápidos.
“Planos alimentares que excluem grupos inteiros de alimentos, como o carboidrato, podem causar desequilíbrios a longo prazo. O corpo precisa de todos os nutrientes, mas nas proporções certas para cada pessoa”, explica.

A nutricionista recomenda priorizar alimentos in natura nas principais refeições: cereais, raízes, legumes, verduras, frutas, leguminosas, oleaginosas, proteínas animais e vegetais, além de leite e derivados. E lembra da importância da hidratação: “A água é essencial – transporta nutrientes, regula a temperatura e ajuda a eliminar toxinas”.

Organização e consciência

Para quem tem uma rotina corrida, Swellen sugere planejamento. “Reserve um dia para cozinhar, higienizar frutas e armazenar os alimentos. Isso facilita a adesão e evita escolhas impulsivas”, orienta.

Ela destaca que o maior desafio ainda é a reeducação alimentar. “Muitas pessoas dizem que comem frutas e verduras, mas consomem o mínimo. É preciso inserir esses alimentos de verdade no dia a dia e reduzir ultraprocessados”, reforça.

Emoção e comportamento

Sobre a alimentação emocional, a nutricionista explica que é possível reprogramar os hábitos com a ajuda da nutrição comportamental, aprendendo a ouvir os sinais de fome e saciedade. “Com consciência e autonomia, o indivíduo pode fazer escolhas mais equilibradas sem culpa”, afirma.

Swellen chama a atenção para as novas tendências como o uso crescente dos análogos de GLP-1, conhecidos como “canetinhas” para emagrecimento. “Devem ser usados apenas com acompanhamento médico e nutricional. O foco precisa continuar sendo a reeducação alimentar e o plano nutricional a longo prazo”, alerta.

Para ela, nutrir-se é um ato de amor-próprio e deixa uma mensagem: Alimente-se com o que realmente nutre o corpo e a mente. Comece, persista e transforme-se. O bem-estar vem com o tempo e com constância”, pontuou.

Fotos: Divulgação