O coração costuma avisar quando algo não vai bem – mas, às vezes, o sinal passa despercebido. Palpitações, cansaço sem motivo ou tonturas podem indicar arritmia cardíaca, distúrbio que altera o ritmo normal dos batimentos e, se não tratado, pode causar Acidente Vascular Cerebral (AVC) e insuficiência cardíaca.
Com o aumento da expectativa de vida e o avanço das doenças crônicas, o número de casos vem crescendo no país. Segundo o Ministério da Saúde, mais de 280 mil internações por arritmia foram registradas entre 2019 e 2023.
A cardiologista Marianna Andrade, coordenadora do serviço de cardiologia do Hospital Mater Dei Salvador, explica que o diagnóstico precoce faz toda a diferença:
“Muitos pacientes convivem com arritmias silenciosas que elevam o risco de complicações graves. Por isso, é essencial realizar avaliações regulares e procurar ajuda diante de sintomas como palpitações, tontura ou falta de ar.”
Exames simples, como eletrocardiograma e Holter de 24 horas, ajudam a identificar o problema. Em alguns casos, a ablação por cateter, procedimento minimamente invasivo, pode eliminar a arritmia e curar o paciente.
Além do tratamento médico, os hábitos saudáveis são grandes aliados na prevenção como: manter uma alimentação equilibrada; praticar atividade física regular; tratar apneia do sono; não fumar e evitar excesso de álcool e estimulantes.
“Cuidar da saúde como um todo reduz muito as chances de desenvolver arritmias e suas consequências”, reforça Marianna.
O recado é simples: não ignore os sinais do corpo. Procurar o cardiologista ao menor sintoma pode fazer toda a diferença – e até salvar vidas.
Foto: Divulgação