O pernambucano Justino Pedro da Silva, atleta da Associação Petrolinense de Atletismo (APA), voltou ao pódio da Maratona de Curitiba neste domingo (23) ao conquistar o vice-campeonato da edição 2025. Ele completou os 42,195 km em 2h17min35, repetindo o excelente desempenho do ano anterior, quando também terminou na segunda colocação. O vencedor foi o paulista Ederson Vilela, com 2h15min13.
Em um percurso desafiador e altamente técnico, Justino mostrou novamente sua consistência:
“Foi uma prova dura, de altíssimo nível, mas consegui manter o foco. Estou satisfeito com a segunda colocação e agradeço a Deus por mais essa conquista. Parabenizo a organização, uma prova excelente e muito bem estruturada. Se Deus quiser, no próximo ano estarei aqui novamente, buscando o lugar mais alto do pódio.”
A edição 2025 confirmou o crescimento da maratona curitibana: foram 16,2 mil atletas, recorde de participação, além da maior premiação entre as maratonas da América do Sul nesta temporada — mais de R$ 604 mil divididos entre as elites masculina e feminina.
Foco na São Silvestre
Com o bom resultado em Curitiba, Justino já mira seu próximo grande desafio: a Corrida Internacional de São Silvestre, no dia 31 de dezembro, competição em que já foi sétimo colocado em 2021 e 2022.
“A São Silvestre é uma prova que não podemos deixar de participar, ainda mais nesta edição centenária. Vou me preparar para chegar bem e, quem sabe, brigar por um lugar no pódio.”
APA: referência do esporte que transforma vidas

Com sede em Petrolina, no Vale do São Francisco, a APA Petrolina segue como uma das entidades mais importantes do atletismo brasileiro, unindo alto rendimento e impacto social.
Há 22 anos, a associação já mudou a realidade de mais de 2.500 pessoas, formando talentos e ampliando oportunidades no Sertão.
A APA é o único clube de atletismo do Nordeste certificado pela Lei Pelé e atualmente coordena quatro projetos financiados pela Lei de Incentivo ao Esporte (LIE), atendendo cerca de 800 crianças — com e sem deficiência — em nove núcleos distribuídos entre Pernambuco e Bahia.
Com atletas como Justino, o clube reafirma seu papel como referência nacional no atletismo olímpico e paralímpico.
Foto: Marciano Barros / APA Petrolina