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Carnaval sem dor: como proteger os ombros durante a folia

14/02/2026

Frevo, axé, maracatu, multidões e braços para o alto. O Carnaval é tempo de festa, mas também de atenção ao corpo. Durante o período de folia, cresce o número de pessoas que procuram atendimento médico por dores nos ombros, inflamações e até lesões provocadas por esforço excessivo e movimentos repetitivos.

Segundo o ortopedista Tiago Nogueira, especialista em ombro, essa articulação é uma das mais exigidas durante os festejos. “O ombro tem grande mobilidade, o que o torna essencial para os movimentos de dança, mas também o deixa mais suscetível a sobrecargas. Ficar horas com os braços erguidos, carregar bolsas pesadas ou sair sem qualquer tipo de preparo físico aumenta bastante o risco de dor e inflamação”, explica.

Um dos principais vilões da folia são as bolsas usadas a tiracolo, comuns entre os foliões. O peso concentrado em apenas um lado do corpo gera desequilíbrio, sobrecarrega o ombro e pode provocar desconforto também na região do pescoço e da coluna. Além disso, repetir os mesmos movimentos por longos períodos – como levantar os braços ao ritmo das músicas – favorece o surgimento de tendinites.

Outro fator que merece atenção é o chamado “esforço de ocasião”. Muitas pessoas passam o ano com pouca atividade física e, no Carnaval, encaram verdadeiras maratonas de dança, caminhadas e horas em pé. “O corpo não se adapta de forma imediata. Essa mudança brusca de rotina pode gerar lesões musculares e articulares, especialmente nos ombros, joelhos e coluna”, alerta o especialista.

Para curtir a festa sem dor, a orientação é adotar cuidados simples. Usar bolsas leves ou mochilas com duas alças, fazer alongamentos e aquecimento antes de sair para o bloco, intercalar períodos de descanso e evitar manter os braços elevados por muito tempo já fazem diferença. “Se a dor persistir, houver inchaço ou dificuldade para movimentar o ombro, o ideal é procurar um profissional de saúde para avaliação”, reforça Tiago Nogueira.

Foto: Ricardo Nigro