A brasileira Luna Hardman, de 20 anos, fez história ao conquistar o título da categoria Open Women’s Pro do Hawai’i Pipeline Bodyboarding Championship, disputado nas famosas ondas de Pipeline, no Havaí. A vitória veio em grande estilo: com uma nota 10 na bateria final, garantindo o lugar mais alto do pódio em uma das ondas mais desafiadoras do planeta.
Filha da lenda do bodyboarding Neymara Carvalho, Luna segue os passos da mãe, que já conquistou três títulos da competição em Pipeline. Emocionada durante a premiação, a atleta celebrou a conquista.
“Estou muito feliz. É muita emoção vencer aqui, em um lugar tão especial. É um sonho. Quero agradecer a todos que me apoiam e torceram por mim”, declarou Luna.
Considerada um dos principais nomes da nova geração do bodyboarding brasileiro, a capixaba é bicampeã mundial Pro Junior e, desde o ano passado, compete exclusivamente na categoria profissional. Em 2025, ela havia terminado em quinto lugar em Pipeline e agora inicia a temporada 2026 com o título.
A final foi marcada por emoção até os últimos minutos. Luna garantiu a vitória com uma onda perfeita, avaliada com nota máxima, superando adversárias de alto nível.
Outro destaque brasileiro na competição foi a também capixaba Bianca Simões, de 20 anos, que chegou à final e terminou na quarta colocação. O pódio ainda contou com a carioca Jessica Becker, vice-campeã, e com a costa-riquenha Dulce Aguero, que ficou em terceiro lugar.
A comemoração teve um significado especial para Luna, que celebrou o título ao lado da mãe. Neymara também competiu na edição de 2026, encerrando sua participação na primeira bateria da Open Women’s Pro. Foi justamente em Pipeline que ela iniciou sua carreira internacional, em 1995, e conquistou títulos em 1996, 2011 e 2023.
“Estou muito feliz pelo resultado da Luna, que vive um momento incrível de evolução, e pela Bianca, que começou no nosso instituto e hoje brilha entre as melhores do mundo”, destacou Neymara.
A edição 2026 do campeonato reuniu 158 atletas de 20 países, sendo 31 competidoras na categoria Open Women’s Pro. Mesmo não integrando mais o Circuito Mundial, Pipeline continua sendo uma das competições mais tradicionais e respeitadas do bodyboarding, reunindo atletas dispostos a desafiar uma das ondas mais icônicas do esporte.
Foto: Divulgação