Dormir bem tem se tornado um desafio para muitas pessoas diante da rotina acelerada e das múltiplas demandas do cotidiano. Mas a falta de sono vai muito além do cansaço: ela pode comprometer o funcionamento do cérebro, o equilíbrio emocional e até a capacidade de tomar decisões. O alerta é do psicólogo e docente da Universidade Estácio de Sá, Thiago Lacerda, no contexto do Dia Mundial do Sono, celebrado em 13 de março.
Segundo o especialista, a privação de sono afeta funções cognitivas importantes, como atenção, concentração, memória e velocidade de raciocínio. Com o cérebro funcionando abaixo do ideal, tarefas simples exigem mais esforço e o risco de erros aumenta.
Além do impacto cognitivo, o sono insuficiente também interfere nas emoções. Pessoas que dormem pouco tendem a apresentar mais irritabilidade, impaciência e maior sensibilidade a situações de estresse, o que pode prejudicar relações pessoais e o bem-estar.
De acordo com Lacerda, o problema passa a exigir atenção quando a dificuldade para dormir ocorre três ou mais vezes por semana por um período superior a três meses. Entre os sinais de alerta estão cansaço extremo, sensação de “névoa mental”, queda de desempenho nas atividades diárias e alterações de humor.
A privação de sono também pode estar associada a transtornos como Ansiedade, Depressão e Síndrome de Burnout, que, por sua vez, tendem a agravar ainda mais a qualidade do descanso.
Para melhorar o sono, o especialista recomenda manter horários regulares para dormir e acordar, reduzir o uso de telas antes de deitar, evitar cafeína no período noturno e criar um ambiente escuro, silencioso e confortável no quarto.
“Quando o sono ruim se torna frequente e começa a gerar sofrimento emocional significativo, procurar ajuda profissional é fundamental para recuperar a qualidade de vida”, orienta o psicólogo.