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Ergonomia e ginástica laboral ganham espaço como aliadas da saúde no trabalho

07/04/2026

A preocupação com a saúde física e mental no ambiente corporativo tem levado empresas a olhar com mais atenção para práticas como a ergonomia e a ginástica laboral. Mais do que conforto, essas estratégias são apontadas por especialistas como fundamentais para prevenir doenças, melhorar o bem-estar e aumentar a produtividade. A fisioterapeuta Thaís Carvalho, da Eleva Ergonomia, explica que o cuidado começa pela forma como o trabalho é estruturado no dia a dia.

“Ergonomia é adaptar o trabalho às pessoas, e não o contrário. Quando aplicamos ergonomia, estamos protegendo não só a coluna ou os músculos, mas também a saúde mental. Porque sobrecarga e ambientes mal estruturados impactam o corpo e também a mente”, afirma. Segundo ela, dores lombares e cervicais, tendinites e até a síndrome do túnel do carpo estão entre os problemas mais comuns, muitas vezes acompanhados de fadiga e estresse. “O trabalhador acha que é normal sentir dor, mas não é. Dor recorrente é um sinal de alerta”, destaca.

O hábito de passar horas sentado, comum em escritórios e no home office, também exige atenção. De acordo com a especialista, o problema não está apenas na posição, mas na falta de pausas e ajustes adequados. “Ficar sentado por muito tempo pode gerar sobrecarga na coluna, encurtamentos musculares e redução da circulação. A longo prazo, isso pode evoluir para dores crônicas e afastamentos”, explica. Nesse cenário, a ginástica laboral surge como uma ferramenta preventiva eficaz, com exercícios rápidos realizados no próprio ambiente de trabalho.

Na prática, a ginástica laboral envolve alongamentos, mobilizações e exercícios respiratórios, com duração média de 10 a 15 minutos. “Não é apenas alongar o braço, é criar um momento de pausa ativa e cuidado. Pequenas pausas bem direcionadas ao longo da semana fazem uma grande diferença”, afirma Thaís. Entre os benefícios, ela destaca a redução de dores, melhora da disposição e do clima organizacional, além do aumento da produtividade. “É uma relação ganha-ganha: quando o trabalhador está bem, a empresa também está”, pontua.

A especialista reforça que mudanças simples já podem trazer resultados importantes. Ajustar a altura da tela, manter os pés apoiados no chão, relaxar os ombros e fazer pausas a cada 60 a 90 minutos são algumas das recomendações. “Ergonomia não começa com grandes investimentos. Começa com consciência”, diz. Para as empresas que ainda não adotam essas práticas, o impacto pode ser significativo. “Mais afastamentos, mais dores crônicas e queda de produtividade. Cuidar da saúde do trabalhador não é custo, é estratégia”, conclui.