Estudo com quase 150 mil adultos encontrou associação entre 90 e 120 minutos semanais de treinamento de força e menor risco de mortalidade
A musculação há muito deixou de ser associada apenas ao ganho de massa muscular e à estética. O treinamento de força também pode contribuir para a manutenção da força, da mobilidade e da capacidade funcional ao longo da vida.
Um estudo publicado no British Journal of Sports Medicine, com quase 150 mil adultos acompanhados por cerca de três décadas, encontrou uma associação entre a prática de 90 a 120 minutos semanais de exercícios de força e um menor risco de morte por diferentes causas.
Segundo os resultados, quem realizava esse volume de treinamento apresentou risco 13% menor de mortalidade por qualquer causa, em comparação com pessoas que não praticavam exercícios de força. Também foram observadas associações com menor risco de morte por doenças cardiovasculares e neurológicas.
Os pesquisadores, no entanto, avaliaram uma associação entre os hábitos de atividade física e os desfechos de saúde, e não uma relação de causa e efeito. Ou seja, os resultados não significam que atingir exatamente 90 a 120 minutos de musculação garanta uma redução específica no risco de morte.

Para Guilherme Reis, profissional de educação física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness, os dados reforçam a importância de incluir o treinamento de força na rotina.
“A musculação oferece benefícios que vão além da estética. Ela contribui para a manutenção da massa muscular, melhora a força, a mobilidade e a autonomia, principalmente com o avanço da idade”, explica.
Como encaixar na rotina?
Os 90 a 120 minutos semanais podem ser distribuídos de acordo com a disponibilidade de cada pessoa. Três sessões de 30 a 40 minutos, por exemplo, já representam uma possibilidade.
Para quem está começando, a recomendação é iniciar com um volume compatível com o nível de condicionamento e aumentar gradualmente.
“Para quem ainda é sedentário, começar com pouco e construir regularidade é uma estratégia mais sustentável do que tentar alcançar grandes volumes de exercício de uma só vez”, destaca Guilherme.

Além de ajudar no desenvolvimento da força, o treinamento pode facilitar tarefas comuns do dia a dia, como subir escadas, carregar objetos, levantar-se de uma cadeira e manter o equilíbrio.
A prática também ganha importância com o envelhecimento, quando a perda de massa muscular e de força pode comprometer a autonomia.
Mais do que buscar um número exato de minutos, a orientação é encontrar uma rotina de exercícios que seja possível manter. A musculação pode ser combinada com atividades aeróbicas e adaptada à idade, ao condicionamento, aos objetivos e às condições individuais de cada pessoa.
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