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Atividade física reduz risco de demências e preserva capacidade funcional

Exercício regular atua na prevenção do declínio cognitivo e ajuda a manter a autonomia de quem já convive com o Alzheimer

03/10/2026

Manter o corpo em movimento ao longo da vida é fundamental para a saúde cerebral. A prática regular de exercícios físicos ajuda tanto a reduzir fatores de risco ligados ao declínio cognitivo quanto a melhorar a autonomia e o bem-estar de quem já convive com o Alzheimer e outras demências.

“A atividade física melhora a saúde cardiovascular, o controle da pressão arterial e a capacidade funcional. São pontos cruciais para um envelhecimento saudável e para proteger o cérebro”, afirma Everton Raeda, profissional de educação física e gestor técnico da Rede Alpha Fitness.

Segundo ele, a Organização Mundial da Saúde (OMS), registra mais de 57 milhões de pessoas no mundo possuem demência – e o Alzheimer responde por até 70% dos casos. Embora a idade seja o principal fator de risco, a condição não é inevitável: o sedentarismo e doenças crônicas como hipertensão e diabetes têm impacto direto no quadro. Por isso, as diretrizes da entidade colocam o exercício como pilar central de prevenção ao longo da vida.

Para quem já tem o diagnóstico, a recomendação é manter treinos adaptados. Modalidades como caminhada, musculação, dança e exercícios de equilíbrio ajudam a retardar a perda motora.

“Não existe treino padrão. A atividade precisa respeitar o estágio da doença, a mobilidade e as limitações do aluno. O foco é preservar a independência nas tarefas do dia a dia”, pontua Raeda.

A OMS orienta entre 150 e 300 minutos semanais de atividade aeróbica moderada combinada a fortalecimento muscular. Para quem possui restrições, o essencial é progredir no próprio ritmo, sob orientação profissional.

Fotos: Divulgação