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Dia do Ortopedista: força e movimento ajudam a preservar a autonomia ao envelhecer

Prevenção de quedas, fortalecimento muscular e cuidados com ossos e articulações fazem parte de uma rotina que pode contribuir para uma longevidade mais ativa

15/09/2026

Envelhecer faz parte da vida. Perder autonomia e deixar de fazer atividades simples do dia a dia, porém, não precisa ser encarado como consequência inevitável da idade.

No Dia do Ortopedista, celebrado em 19 de setembro, o cuidado com músculos, ossos e articulações ganha destaque justamente por estar relacionado à mobilidade e à independência ao longo dos anos.

Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), as quedas estão entre as principais causas de mortes por lesões não intencionais no mundo. Além dos riscos mais graves, uma queda pode provocar fraturas, internações e períodos de imobilidade que comprometem a capacidade funcional, especialmente entre pessoas mais velhas.

Para a ortopedista Dra. Etelvina Vaz, do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), a prevenção deve começar antes que apareçam lesões ou limitações.

“A ortopedia do futuro começa antes da queda. Precisamos preservar músculos, força, equilíbrio, articulações e saúde óssea para que as pessoas possam envelhecer mantendo sua independência”, afirma.

Nesse processo, a força muscular tem papel importante. A perda progressiva de massa e força pode levar à sarcopenia, condição associada ao aumento do risco de quedas, incapacidade e perda de autonomia.

Por isso, manter-se fisicamente ativo, praticar exercícios de força de forma adequada, cuidar da alimentação e acompanhar a saúde óssea são atitudes que podem fazer diferença ao longo da vida.

“Músculo não é apenas aparência. É reserva funcional, proteção e autonomia. É o que permite levantar sozinho, caminhar com segurança, subir escadas e continuar realizando as atividades do cotidiano”, explica a especialista.

Mais do que viver mais, o desafio da longevidade está em preservar a capacidade de se movimentar e fazer escolhas com independência.

Afinal, chegar aos 80, 90 ou 100 anos também pode significar continuar caminhando, treinando, viajando, trabalhando, convivendo e aproveitando a vida com autonomia.