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Dor, inchaço e aumento das pernas: os sinais do lipedema que merecem atenção

13/06/2026

Você se alimenta bem, pratica atividade física regularmente, mas continua convivendo com dor, inchaço e aumento de volume nas pernas? Em alguns casos, esses sintomas podem estar relacionados ao lipedema, doença crônica que afeta principalmente mulheres e ainda é frequentemente confundida com obesidade ou retenção de líquidos.

Durante o Junho Roxo, campanha dedicada à conscientização sobre a condição, especialistas reforçam a importância do diagnóstico precoce e do acesso à informação para evitar anos de sofrimento e tratamentos inadequados.

Segundo a médica Luana Bonaparte, muitas pacientes chegam ao consultório após uma longa trajetória de tentativas frustradas para controlar os sintomas.

“São mulheres que passaram grande parte da vida acreditando que estavam fazendo algo errado. Tentaram dietas, restringiram alimentos e praticaram atividades físicas, mas continuaram convivendo com dor, inchaço e insatisfação com o próprio corpo”, explica.

O lipedema é caracterizado pelo acúmulo anormal de gordura, principalmente nas pernas e, em alguns casos, nos braços. A doença tem influência hormonal e costuma surgir ou se agravar em fases como puberdade, gestação e menopausa.

Entre os sintomas mais comuns estão a sensação de peso nos membros, dor ao toque, inchaço persistente, hematomas frequentes e dificuldade de resposta às estratégias tradicionais de emagrecimento.

Além dos impactos físicos, a condição também pode afetar a saúde emocional. A falta de diagnóstico e o estigma relacionado à aparência corporal podem contribuir para baixa autoestima, ansiedade e isolamento social.

A médica destaca que o tratamento vai muito além da estética. “Estamos falando de uma doença que afeta diretamente a qualidade de vida da mulher. O foco deve ser o controle dos sintomas, a melhora funcional e o bem-estar da paciente”, afirma.

O tratamento é individualizado e pode envolver acompanhamento médico, orientação nutricional, atividade física adequada, cuidados com o sistema linfático e estratégias voltadas para o controle da inflamação.

Embora não exista cura definitiva, o diagnóstico correto e o acompanhamento especializado podem proporcionar melhora significativa da dor, do inchaço, da mobilidade e da qualidade de vida.

A campanha Junho Roxo busca ampliar o conhecimento sobre a doença e incentivar mulheres que se identificam com os sintomas a procurar avaliação profissional.

Fotos: Divulgação