Dor nas costas que não passa, desconforto ao se movimentar ou até aquela sensação de formigamento nas pernas ou braços. Sintomas como esses podem parecer comuns no dia a dia, mas também podem ser sinais de um problema mais sério: a hérnia de disco.
Considerada uma das principais causas de dor na coluna, a condição pode impactar diretamente a qualidade de vida – inclusive de pessoas ativas. Isso porque, além do sedentarismo, fatores como má postura e sobrecarga também estão entre os principais vilões.
Segundo o neurocirurgião Luiz Severo, o problema costuma se desenvolver de forma gradual e, muitas vezes, silenciosa no início.
“A hérnia de disco não surge de repente. Ela é resultado de um processo de desgaste que pode ser acelerado por hábitos inadequados, como má postura, sedentarismo e até excesso de peso”, explica.
O que é a hérnia de disco?
Entre as vértebras da coluna existem discos que funcionam como “amortecedores”, ajudando a absorver impactos e garantir mobilidade. Quando há desgaste ou deslocamento dessas estruturas, o núcleo interno pode se projetar para fora, comprimindo nervos e provocando dor.
As regiões mais afetadas são a lombar e a cervical – por isso, é comum que o incômodo comece nas costas e se espalhe para pernas ou braços.
Sintomas que merecem atenção
Os sinais variam de acordo com a gravidade, mas alguns sintomas são frequentes:
- Dor intensa na coluna
- Dor irradiada (como a ciática)
- Formigamento ou dormência
- Fraqueza muscular
- Limitação de movimentos
De acordo com o especialista, é fundamental observar a evolução do quadro.
“Quando há perda de força ou alteração na sensibilidade, já existe um comprometimento neurológico mais importante e a avaliação médica deve ser imediata”, alerta.
O estilo de vida influencia – e muito
Apesar de poder ter origem genética, a hérnia de disco está fortemente ligada aos hábitos do dia a dia. Longos períodos sentado, postura inadequada, excesso
de carga e falta de fortalecimento muscular aumentam significativamente o risco.
“O estilo de vida moderno contribui diretamente para o aumento dos casos. Passamos muito tempo sentados e, muitas vezes, em posições que sobrecarregam a coluna”, pontua Luiz Severo.
Cirurgia: quando é realmente necessária?
Uma dúvida comum entre pacientes é se a cirurgia é inevitável – e a resposta, na maioria dos casos, é não.
Grande parte das hérnias pode ser tratada com abordagem conservadora, incluindo fisioterapia, fortalecimento muscular e mudanças de hábito.
“A cirurgia é indicada apenas em situações específicas, como dor persistente incapacitante ou déficit neurológico. Na maioria dos casos, o tratamento clínico traz excelentes resultados”, afirma o médico.
Prevenção: o melhor aliado de quem quer continuar ativo
Para quem pratica atividade física ou quer manter uma rotina saudável, a prevenção é essencial. Pequenas mudanças fazem grande diferença no longo prazo:
- Manter uma boa postura
- Fortalecer a musculatura (especialmente core)
- Praticar exercícios regularmente
- Evitar sobrecarga e movimentos incorretos
- Controlar o peso
“A melhor forma de tratar é evitar que o problema apareça. Cuidar da coluna no dia a dia é essencial para manter qualidade de vida”, reforça o especialista.
Fique atento ao seu corpo
A dor não deve ser ignorada – principalmente quando persiste ou limita movimentos. Para quem vive em movimento, cuidar da coluna é parte fundamental da performance e da saúde.
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