Com o envelhecimento acelerado da população mundial, cresce também a preocupação com as doenças neurodegenerativas. Dados da Organização Mundial da Saúde (OMS) indicam que mais de 55 milhões de pessoas vivem atualmente com algum tipo de demência – sendo a doença de Alzheimer responsável por cerca de 60% a 70% dos casos. A projeção é ainda mais alarmante: até 2050, esse número pode ultrapassar os 150 milhões.
Embora mais comum entre idosos, o Alzheimer não atinge apenas essa faixa etária. Cerca de 9% dos casos são diagnosticados antes dos 65 anos, o que reforça a importância de olhar para a prevenção ao longo de toda a vida.
Nesse cenário, especialistas destacam que hábitos saudáveis desempenham um papel fundamental na proteção da saúde cerebral. Pesquisas desenvolvidas por cientistas da Universidade de Harvard vêm apontando que fatores como qualidade do sono, estímulo cognitivo, convívio social e, principalmente, a prática regular de atividade física podem contribuir significativamente para reduzir os riscos de demência.
De acordo com o profissional de educação física Alan Lacerda, da Rede Alpha Fitness, o exercício físico atua diretamente no funcionamento do cérebro. “Durante a prática, há melhora da circulação sanguínea e da oxigenação cerebral, o que favorece funções como memória, atenção e raciocínio. Além disso, o exercício estimula processos que ajudam a manter o cérebro saudável ao longo do tempo”, explica.
Entre as modalidades mais indicadas, os exercícios resistidos – como a musculação – têm ganhado destaque. Além de acessíveis, eles podem ajudar não apenas na prevenção, mas também como estratégia complementar no cuidado de pessoas já diagnosticadas com a doença.
“Quando realizados com regularidade, tanto a musculação quanto atividades aeróbicas, como a caminhada, promovem a liberação de substâncias que protegem os neurônios e estimulam a formação de novas conexões cerebrais. Isso contribui para manter a mente ativa e funcional por mais tempo”, ressalta o especialista.
Apesar de não existir uma forma garantida de prevenir
o Alzheimer, a adoção de um estilo de vida mais saudável pode reduzir significativamente os fatores de risco. Em um contexto de maior longevidade, iniciativas que incentivem a prática de atividade física se tornam cada vez mais essenciais – não apenas para o corpo, mas também para a saúde do cérebro.
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