As quedas estão entre as principais causas de lesões, internações e perda de autonomia, especialmente entre pessoas idosas. Embora possam acontecer em qualquer fase da vida, muitas delas podem ser evitadas com a prática regular de exercícios físicos e alguns cuidados simples no dia a dia.
Segundo o fisioterapeuta Luciano Caitano, da Unidade Pública de Atendimento Especializado Professor Fernando Figueira (UPA-E Ibura), o risco de quedas costuma estar relacionado a uma combinação de fatores, como perda de força muscular, alterações no equilíbrio, dificuldade de coordenação motora, dores nas articulações, redução da visão e episódios de tontura. Além disso, ambientes com pouca iluminação, pisos escorregadios e obstáculos dentro de casa aumentam as chances de acidentes.
Entre os pacientes atendidos pelo especialista, a maioria é formada por pessoas idosas com doenças crônicas que afetam a coluna e os membros inferiores. Nesses casos, a avaliação fisioterapêutica já considera o risco de quedas desde o início do tratamento, permitindo a elaboração de estratégias voltadas à segurança e à manutenção da independência nas atividades do cotidiano.
O fortalecimento muscular é apontado como um dos principais aliados da prevenção. Exercícios para pernas, quadris e tronco melhoram a sustentação do corpo e devem ser associados a atividades que desenvolvam equilíbrio e coordenação. Movimentos simples, como sentar e levantar da cadeira, subir e descer degraus, caminhar com mudanças de direção e realizar exercícios coordenando braços e pernas, ajudam a melhorar a estabilidade e a confiança durante os deslocamentos.
Além dos exercícios, pequenas adaptações no ambiente doméstico também fazem diferença. Retirar tapetes soltos, manter os corredores livres de obstáculos, reforçar a iluminação dos cômodos e instalar barras de apoio em banheiros e escadas são medidas que contribuem para reduzir o risco de acidentes.
Luciano Caitano ressalta que a prática de exercícios deve respeitar as condições físicas de cada pessoa e, sempre que possível, contar com a orientação de um
fisioterapeuta ou profissional de educação física. “O fortalecimento e o treino de equilíbrio são fundamentais para preservar a autonomia e oferecer mais segurança nas atividades do dia a dia”, destaca.
Com envelhecimento ativo, acompanhamento profissional e hábitos saudáveis, é possível reduzir significativamente o risco de quedas e garantir mais qualidade de vida em todas as fases da vida.
Fotos: UPA-E Ibura/Divulgação