Julho é o mês em que parques, ciclovias, quadras e áreas de lazer ficam cheios de crianças aproveitando as férias escolares. Bicicleta, skate, patins, futebol e brincadeiras ao ar livre são excelentes aliados da saúde e do desenvolvimento infantil, mas também exigem alguns cuidados para evitar acidentes.
Com o aumento das atividades recreativas, cresce também o número de atendimentos por quedas, entorses e fraturas nos serviços de ortopedia. Dados da Sociedade Brasileira de Ortopedia e Traumatologia (SBOT) apontam que uma em cada duas crianças sofrerá pelo menos uma fratura antes dos 16 anos. Punho, antebraço, cotovelo e clavícula estão entre as regiões mais afetadas.
Para a ortopedista pediátrica do Instituto de Ortopedia e Traumatologia do Recife (IOT), Dra. Zaira Pinto, o período de férias deve incentivar a prática de atividades físicas, desde que a segurança faça parte da brincadeira.
“As atividades ao ar livre são fundamentais para o desenvolvimento motor e social das crianças, mas o uso de capacete, joelheiras, cotoveleiras e calçados adequados faz toda a diferença na prevenção de lesões”, explica.

Segundo a especialista, quedas de bicicletas, skates, patinetes e camas elásticas estão entre as ocorrências mais comuns nesta época do ano. Além dos equipamentos de proteção, ela recomenda que as brincadeiras aconteçam em locais apropriados e sempre com a supervisão de um adulto, principalmente quando se trata de crianças menores.
Outro ponto importante é saber identificar quando um acidente exige atendimento médico. Dor intensa, inchaço, deformidade, dificuldade para movimentar o membro ou para apoiar o pé no chão são sinais de alerta.
“Tentar colocar o membro no lugar ou insistir para que a criança continue brincando pode agravar a lesão. O ideal é imobilizar a região, aplicar gelo e procurar avaliação ortopédica o quanto antes”, orienta.
A médica também chama a atenção para o período de recuperação. Mesmo quando a dor diminui, o retorno às atividades deve respeitar a consolidação completa da lesão para evitar novas fraturas e possíveis prejuízos ao desenvolvimento ósseo.
Para a especialista, a prevenção é o melhor caminho para que as férias sejam lembradas apenas pelos bons momentos. “Com supervisão, ambientes seguros e equipamentos de proteção, as crianças podem aproveitar esse período de forma saudável, ativa e com muito mais segurança”, conclui.