Coloridos, tecnológicos e vendidos como “menos nocivos”, os cigarros eletrônicos, conhecidos como vapes, estão se espalhando rapidamente entre adolescentes brasileiros e já são tratados como um problema de saúde pública. Dados do Lenad III mostram que 11,1% dos jovens no país já usam ou compram esses dispositivos, mesmo com a venda proibida. Entre adolescentes de 14 a 17 anos, 8,7% já fazem uso – índice superior ao de adultos em décadas anteriores.
O apelo dos sabores, do design moderno e da divulgação nas redes sociais cria uma falsa sensação de segurança. Mas os primeiros danos surgem onde muita gente não imagina: na boca.
O primeiro impacto aparece na saúde bucal
Dentistas já observam, cada vez mais cedo, problemas como boca seca, aumento de placas bacterianas, cáries, inflamações gengivais, feridas e sangramentos.
Segundo o cirurgião-dentista Juliano Borelli, o vape reduz a saliva, que é uma proteção natural da boca, facilitando a proliferação de bactérias. “Isso aumenta rapidamente o risco de cáries e doenças gengivais. Lesões persistentes e sangramentos precisam ser investigados”, alerta.
Mesmo sem queimar tabaco, os vapes liberam nicotina em altas doses, além de metais pesados e substâncias tóxicas. “Menos nocivo não significa seguro. A dependência se instala e as alterações na boca podem se tornar porta de entrada para problemas mais graves, inclusive câncer”, reforça Borelli.
Prevenção também é qualidade de vida
No Radar Fitness, falar de saúde é falar de prevenção. Pais e escolas devem ficar atentos a sinais como mau hálito, manchas nos dentes, gengivas inflamadas e feridas na boca, além de mudanças de comportamento.
Informação, diálogo e acompanhamento odontológico são fundamentais para proteger uma geração exposta cada vez mais cedo a riscos que podem comprometer a saúde por toda a vida.
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