A medalha de prata conquistada pelo brasileiro Cristian Westemaier Ribera no esqui cross-country sentado, nos Jogos Paralímpicos de Inverno, marcou um feito inédito para o país. Aos 23 anos, o atleta tornou-se o primeiro brasileiro a subir ao pódio na competição, reforçando a visibilidade do esporte paralímpico e o impacto da prática esportiva na vida de pessoas com deficiência.
Mais do que o alto rendimento, o movimento também transforma a rotina de quem busca na atividade física mais independência e qualidade de vida. Exercícios orientados contribuem para o fortalecimento muscular, melhora da mobilidade e maior autonomia nas tarefas do dia a dia.
Esse impacto é percebido na história de Diego Felipe Chaves Costa, cadeirante e com paralisia cerebral espástica, que encontrou na academia um espaço para evoluir fisicamente e ganhar mais independência. “Treinar me dá força e mobilidade para atividades simples, como entrar no carro, tomar banho e trabalhar com mais disposição”, relata.
Com acompanhamento profissional e treinos adaptados para membros superiores, Diego também observou mudanças importantes na saúde. Ele destaca que a combinação entre dieta, acompanhamento médico e exercícios foi fundamental para a perda de peso e melhora da composição corporal.
Segundo o especialista técnico Gabriel Figueiredo, da rede Selfit, a prática regular de atividade física, quando adaptada às necessidades individuais, contribui para ganhos de força, resistência, equilíbrio e autonomia funcional. “Com orientação adequada, é possível estruturar treinos seguros que respeitem as limitações e estimulem o desenvolvimento físico”, afirma.