A amputação não precisa representar o fim da prática esportiva. Com os avanços tecnológicos e um processo adequado de reabilitação, pessoas amputadas podem retomar atividades físicas e, em alguns casos, chegar ao esporte de alto rendimento.
As próteses estão entre os recursos que ajudam a ampliar essas possibilidades. Segundo o ortopedista Sormane Britto, especialista em Metabolismo e Fisiologia do Esporte, a escolha do equipamento deve levar em conta as características e os objetivos de cada pessoa.
“Uma pessoa que quer caminhar terá necessidades diferentes de quem pretende correr, pedalar ou praticar outro esporte. A indicação precisa considerar o nível da amputação, a condição física, a rotina e o objetivo do paciente”, explica.
A adaptação, no entanto, vai além da escolha da prótese. O retorno às atividades envolve fortalecimento muscular, equilíbrio, coordenação motora e treinamento para o uso do novo equipamento. A fisioterapia e o acompanhamento de uma equipe multidisciplinar são importantes nesse processo.
“É preciso aprender a utilizar aquele novo recurso e desenvolver segurança nos movimentos. A fisioterapia e o treinamento são fundamentais para que o paciente evolua com segurança e ganhe autonomia”, afirma o especialista.
A tecnologia também já oferece componentes desenvolvidos para diferentes modalidades esportivas, permitindo que as próteses sejam adaptadas às demandas de cada atividade.
Para Sormane, a individualização é um dos principais pontos da reabilitação. “Cada pessoa tem uma história, um nível de amputação e objetivos diferentes. A tecnologia é uma aliada justamente porque permite buscar soluções mais personalizadas, com o objetivo de devolver mobilidade, independência e qualidade de vida”, conclui.
Foto: Divulgaçãp