A volta de Etiene Medeiros à seleção brasileira ganhou mais um capítulo especial no último domingo (13). A nadadora pernambucana conquistou a medalha de ouro nos 50m costas nos XIII Jogos Sul-Americanos (ODESUR), disputados na província de Santa Fé, na Argentina.
Etiene venceu uma final equilibrada, deixando para trás as argentinas Cecília Dieleke e Andrea Berrino, e marcou 28s38, o melhor tempo da prova na competição. O recorde sul-americano ainda pertence à pernambucana, que fez 27s14 no Mundial de Budapeste, em 2017.
O título também teve um significado especial por marcar a primeira participação de Etiene pela seleção brasileira desde seu retorno à alta performance, após o nascimento do filho Kaleu. A nadadora havia ficado três anos afastada das competições.
“Estar de volta à seleção é muito especial. Minha última missão no Time Brasil tinha sido em Tóquio, nos Jogos Olímpicos”, contou Etiene após a prova.
A nadadora vem construindo uma retomada consistente em 2026. Antes do Sul-Americano, conquistou o ouro nos 50m costas no Troféu Maria Lenk, no Rio de Janeiro, e também foi campeã brasileira da prova no Troféu José Finkel, em São Paulo.
Aos poucos, o caminho para uma nova participação olímpica começa a ganhar forma. Etiene já disputou os Jogos do Rio de Janeiro, em 2016, e de Tóquio, em 2020, sempre nos 50m livre. Para Los Angeles 2028, o foco principal está nos 50m costas, prova em que foi campeã mundial em 2017 e que passou a integrar o programa olímpico.
“Agora, a gente viu também a Cecília Dieleke, batemos juntas, com medalha de ouro para o Brasil. Acho que isso faz a gente acreditar para Los Angeles 2028”, afirmou a pernambucana.
Fundadora do Instituto Etiene Medeiros (IEM), a atleta segue conciliando a carreira esportiva com projetos voltados à formação e ao incentivo à prática esportiva.