O Cais da Alfândega, no coração do Recife, foi tomado por um verdadeiro mar vermelho na manhã deste domingo, com cerca de 5 mil atletas inscritos na primeira edição da Meia Maratona do Recife no Dia Internacional da Mulher. Entre o céu nublado no início da prova e o sol surgindo aos poucos sobre a cidade, corredores de diferentes perfis se reuniram para participar de uma das corridas mais aguardadas do calendário esportivo local.
Entre os participantes estava a ultramaratonista e nutricionista Carmem Tavares, que encarou os 21 quilômetros do percurso e destacou a qualidade da organização do evento.
“A Meia Maratona do Recife entregou tudo: largada pontual, hidratação perfeita e uma medalha linda. O percurso, mesmo sendo familiar, trouxe detalhes que fizeram toda a diferença, somados a uma organização impecável e camisas de ótima qualidade. Foi um evento memorável”, afirmou.
Outro atleta que completou os 21 km foi Edwilton Souza, que saiu da prova direto para o trabalho. Mesmo enfrentando uma virose, ele
celebrou a experiência e o espírito de confraternização entre os corredores.
“Mesmo debilitado de uma virose consegui fazer um bom tempo. Mas o mais importante é concluir a prova, rever os amigos e aproveitar a vibe da corrida. A largada foi um pouco apertada, mas depois melhorou. A cada 2,5 km tinha água, como prometido, e no retorno isotônico e até Coca-Cola. No final, muita água, barrinha de cereal e amendoim. E a medalha estava linda. Agora é seguir para as próximas”, contou.
Também nos 21 km, o maratonista Glauco Tavares elogiou o nível da prova.
“Foi uma corrida top. A organização já conhecemos de João Pessoa e sabemos que sempre entrega eventos de primeira”, destacou.
Para muitos atletas, a corrida também representou um momento de superação pessoal. Foi o caso de Tássia Cavalcanti, que decidiu encarar seu primeiro desafio pelas pontes do Recife e completou os 5 km da prova.
“Foi um desafio para mim, que nunca tinha enfrentado as pontes do Recife. A corrida foi maravilhosa, com estrutura impecável, água, sinalização e música. Foram os 5 km mais divertidos que já corri até agora. E que venha 2027”, comemorou.
Além da organização elogiada pelos participantes, outro destaque da prova foi a iniciativa do Banco de Tênis, promovida pelos organizadores. A ação arrecadou tênis usados em bom estado para doação a pessoas que desejam praticar corrida, mas não têm condições de adquirir um tênis.
Um gesto simples que reforça o poder transformador do esporte, promovendo inclusão, saúde e novas oportunidades para novos corredores.

Fotos: Divulgação