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Meia Maratona Eu Amo o Recife reúne 5 mil corredores em noite de superação

Prova bate recorde de participação e transforma as ruas do Recife Antigo em um grande encontro de esporte, música e desafios pessoais

20/09/2026

O Recife correu com o coração na noite do último sábado (19). Cerca de 5 mil corredores participaram da XIII Meia Maratona Eu Amo o Recife, que tomou conta das ruas do Recife Antigo em uma noite marcada por esporte, frevo, música e, principalmente, superação.

Com percursos de 5 km, 10 km e 21 km, a prova reuniu atletas de diferentes níveis e objetivos. Para alguns, o desafio era buscar um novo recorde pessoal. Para outros, completar o percurso já representava uma grande conquista. Teve também quem estivesse ali simplesmente para experimentar algo novo e sair da zona de conforto.

O frevo animou os corredores desde a concentração e acompanhou o percurso. O grupo Patusco também levou música para o público antes, durante e depois da corrida, deixando o clima ainda mais festivo.

Entre os detalhes que chamaram a atenção dos participantes esteve a medalha, que trouxe uma identidade especial para cada distância. Os 5 km foram batizados de “Na Corda de Caranguejo”; os 10 km, de “No Passinho da Capivara”; e os 21 km, de “No Pace de Tubarão”. Cada medalha trouxe a representação do animal correspondente ao desafio.

Um novo recorde pessoal

O atleta Valdemir Santos participou pela terceira vez da prova, desta vez nos 21 km, com uma meta bem definida: melhorar seu tempo.

“Eu vim com o intuito de bater meu RP, fazer o tempo a menos e, graças a Deus, deu certo”, contou.

A estratégia funcionou. Valdemir fechou a meia maratona em 1h36, três minutos abaixo do seu tempo anterior.

“Eu não esperava isso. Não vou mentir, esperava um minuto, mas três…”, comemorou.

Depois de cruzar a linha de chegada, ainda deixou um convite para quem está pensando em começar a correr:

“Não pense em correr não. Saia do sofá, vá! Depois que você começa, não quer mais parar. Mas agora eu vou descansar e dar respeito ao meu corpo, porque descanso também é treino”, brincou.

Corrida também é parceria

Para Diogo Nascimento, que também encarou os 21 km, o horário noturno contribuiu para uma experiência diferente.

“Foi uma prova muito boa. Por ser à noite, o clima fica bom e a percepção de esforço é boa. A organização também foi muito boa”, avaliou. Ele observou apenas que alguns pontos do percurso estavam mais escuros.

Já Ricardo Barata destacou outro lado da corrida: a parceria entre os atletas.

Ele participou dos 21 km ao lado de um grupo de amigos que se organizou para ajudar um dos corredores a alcançar seu objetivo.

“A corrida não é só chegar na frente. Um ajudou o outro, um pegou gel, um pegou água. Ele sofreu pra caramba, entregou tudo. Aí fica uma lembrança afetiva dessa corrida maravilhosa”, contou.

Primeira vez e desafio nas pontes

A profissional de Educação Física Emmy Camille participou pela primeira vez da Meia Maratona Eu Amo o Recife e escolheu os 10 km.

O percurso, segundo ela, foi mais desafiador do que imaginava, principalmente por causa das pontes.

“Eu sabia que ia ser desafiador, mas quando a gente vê as pontes subindo… Primeira ponte, beleza. Segunda ponte… meu Deus do céu!”, brincou.

A meta era completar os 10 km em uma hora. Ela terminou em 1h01 e comemorou o resultado.

Emmy também aprovou a sinalização e aproveitou para deixar um conselho para quem vive adiando o início da atividade física.

“Tem aquela frase: ‘segunda eu começo’. Espere não, segunda-feira não. Começa agora! O negócio difícil não é começar, é manter.”

Para ela, ter companhia pode ajudar a criar regularidade. “Se agarra a uma pessoa: ‘amiga, vamos treinar comigo’. Uma puxa a outra. Pega, se arruma e vai. Quando você começa a pegar o ritmo, vai ganhando gosto”, aconselhou.

Crianças também entraram na corrida

A programação deste ano ganhou uma novidade especial: a Maratoninha Eu Amo o Recife, voltada para as crianças.

Foram disponibilizadas 400 vagas gratuitas, com largadas na Avenida Rio Branco, de acordo com a faixa etária dos participantes. A atividade proporcionou uma manhã de corrida, brincadeiras e diversão, aproximando os pequenos do esporte e despertando, desde cedo, o gosto pela atividade física.

A participação de crianças neurodivergentes também foi um dos pontos destacados pelos pais. A presença de personagens como Homem-Aranha e Capitão América, além dos mascotes que representavam os desafios das diferentes distâncias, deixou a experiência ainda mais especial para os pequenos.

Aos 7 anos, Helena Pina participou pela primeira vez de uma maratoninha, acompanhada por duas coleguinhas da escola. Para ela, a experiência foi marcada pela alegria.

“Foi um dia muito feliz”, contou Helena.

Depois da prova, as crianças receberam as medalhas e ainda aproveitaram o lanche e um momento de brincadeiras e fotos com os personagens. Uma manhã para correr, se divertir e criar, desde cedo, boas lembranças ligadas ao esporte.

No fim, a XIII Meia Maratona Eu Amo o Recife deixou mais do que resultados e medalhas. Para os 5 mil participantes, cada quilômetro teve um significado diferente. Alguns correram atrás de tempo, outros de superação, e muitos simplesmente pela alegria de estar em movimento.

Fotos: Marcelo Severo