A noite deste sábado (8) ganhou um brilho especial no Recife. Quase 3 mil corredores participaram da primeira edição da Running International Life (RIL), corrida noturna que transformou o Terminal Marítimo do Recife em ponto de encontro entre esporte, saúde, música e entretenimento.
Com inscrições esgotadas apenas 15 minutos após a abertura, a prova chamou a atenção desde a retirada dos kits. No sábado, a expectativa deu lugar à experiência: percurso sinalizado, pontos de hidratação, segurança, acompanhamento das motos e uma estrutura de recovery foram alguns dos destaques observados pelos participantes.
O momento mais emocionante da noite ficou por conta do show pirotécnico, que criou uma atmosfera de celebração e fez a corrida ganhar ares de festa de Réveillon.
Para quem estava acostumado às provas diurnas, correr à noite trouxe um desafio diferente. Mesmo assim, a avaliação dos atletas foi positiva.
Vice-campeã dos 10 km, Michele Oliveira resumiu a experiência: “Essa corrida foi espetacular. Na minha opinião, uma das melhores que eu corri aqui no Recife”.
Terceira colocada nos 10 km, Bruna Cavallazzi também destacou a estrutura da competição e a importância de uma prova desse porte para a cidade.
“Eu acho que o Recife estava precisando de uma prova desse porte, com esse nível de organização. A gente tem muito espaço de crescimento dentro do mercado”, afirmou.
Bruna também comentou sobre o formato do percurso, que exigiu duas voltas. Para ela, apesar do desafio mental, a estratégia funcionou, principalmente pela segurança oferecida aos atletas da frente, que contaram com acompanhamento de motos.
Na prova de 5 km, a campeã Sandra Maria, conhecida como Sandrinha, também aprovou a experiência, apesar de revelar que não é
fã de correr à noite.
“Eu achei boa, apesar de eu não gostar de correr à noite. Foi ótima, foi puxada, mas gratidão a Deus, à minha família, que é minha base, ao meu patrocínio e ao meu professor”, contou.
Nos 10 km masculinos, a disputa foi decidida nos metros finais. Jorge Lutero, segundo colocado, contou que já corre há 21 anos e prefere provas pela manhã, mas aprovou a experiência.
“Foi uma prova em que a decisão aconteceu no final. Eu e um amigo, Gleison, que foi o campeão, já corremos há muitos anos. O importante é que chegamos bem e parabenizo todos que concluíram a prova”, disse.
Uma corrida para viver a experiência
O casal Rotsen e Emmily Rene também participou da RIL. Ele correu os 10 km e ela, os 5 km. Para Emmily, a experiência foi marcada pela organização e pelas ativações ao longo do evento.
“Foi massa, bem organizada, com várias ativações. Com certeza, no próximo ano estarei aqui novamente”, afirmou.
Rotsen, que gosta de provas noturnas, também aprovou a estreia da RIL.
“Eu achei bem legal. Curto muito corrida à noite, então foi uma boa surpresa. Vários pontos de água, não faltou água, e estava bem organizado”, avaliou.
Sobre o percurso com duas voltas, ele reconheceu que a repetição pode pesar mentalmente, mas considerou que funcionou.
Organização já pensa na próxima
Um dos organizadores da RIL, Berna, contou que os momentos que antecederam a prova foram de muita expectativa e preocupação com
todos os detalhes. Depois do evento, porém, o sentimento foi de alívio e satisfação com o resultado.
“Depois de muito estresse e medo de ter algum problema, quando dá certo e a gente recebe um feedback legal, é muito gratificante. Algumas vezes somos pessimistas, mas foi tudo muito gratificante. Nota 10”, afirmou.
Sem revelar detalhes dos próximos projetos, a organização já confirmou que trabalha em uma estrutura ainda maior para a Corrida da Virada, marcada para o dia 27 de dezembro, no Recife.
A primeira edição da Running International Life deixa, assim, uma marca importante no calendário das corridas de rua de Pernambuco: uma noite em que quase 3 mil pessoas correram, celebraram e ajudaram a transformar o esporte em uma grande experiência coletiva.
Fotos: Marcelo Cavalcanti