Isso tem gerado aumento no número de pessoas em sobrepeso e obesidade, além de tornar a relação com a alimentação difícil, dolorosa e pesada
Você já se pegou comendo um pacote de biscoitos ou uma barra de chocolate inteira após um dia estressante? Se sim, saiba que não está sozinho. O chamado “comer emocional” é uma das maiores dificuldades enfrentadas por quem busca ter uma alimentação equilibrada.
Esse comportamento ocorre quando usamos a comida como uma válvula de escape para lidar com emoções como tristeza, ansiedade, raiva ou frustração. “O problema é que, geralmente, isso envolve o consumo exagerado de alimentos ultraprocessados, ricos em açúcar e gordura, seguidos por sentimento de culpa e arrependimento”, alerta a nutricionista Thaynara Liryan.
Segundo ela, com o passar do tempo, esse ciclo vicioso contribui para o aumento do sobrepeso, da obesidade e prejudica a relação saudável com a comida, tornando-a algo pesado e doloroso.
Thaynara explica a diferença entre a forme física e a emocional. “Aprender a reconhecer os sinais do seu corpo é o primeiro passo para quebrar esse ciclo”, orienta. A fome física é aquela que surge após algumas horas da última refeição, e qualquer alimento pode saciar. Já a fome emocional aparece de forma repentina, geralmente após um gatilho emocional, e vem acompanhada da vontade de consumir um alimento específico, normalmente doces ou fast food, para aliviar momentaneamente o desconforto emocional.
Na dúvida, para saber qual é o tipo de fome que você está sentindo? Ela aconselha se fazer três perguntas:
- Estou ansioso ou estressado?
- Comi há poucas horas?
- Estou com desejo de algo muito específico?
Se a resposta for “sim” para todas, é bem provável que você esteja diante de uma fome emocional.
Mas não se desespere, ela nos ensina algumas estratégias para lidar com a fome emocional. O ideal, segundo ela, é não ceder automaticamente ao impulso. Tentar se afastar da situação que está causando o gatilho, mesmo que por somente 10 minutos. Uma breve caminhada, um alongamento ou exercícios de respiração consciente (inspirando pelo nariz e expirando lentamente pela boca) podem ajudar a aliviar a ansiedade.
Outra dica poderosa, segundo a nutricionista, é evitar ter em casa aqueles alimentos que você tende a buscar nos momentos de estresse. “Afinal, é muito mais fácil dizer “não” no supermercado do que quando a despensa está cheia de tentações”.
“Se você sente que a relação com a comida tem sido uma fonte constante de sofrimento, procure ajuda. Um acompanhamento nutricional aliado ao suporte psicológico pode ser transformador nesse processo”, aconselha.