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Terrorismo alimentar: como o medo da comida pode afetar sua saúde física e mental

23/04/2025

Você já ouviu falar em terrorismo alimentar? É aquele medo exagerado que muitas pessoas têm de certos alimentos, como arroz, batata e frutas, por causa de informações distorcidas que circulam por aí. Essa preocupação excessiva pode acabar prejudicando tanto o seu corpo quanto a sua mente, e a gente vai te explicar por quê.

De acordo com o nutricionista Lucas Barreto, da Selfit Academias, o terrorismo alimentar acontece quando a gente passa a enxergar alguns alimentos como vilões, sem considerar o contexto cultural, econômico ou emocional. Isso leva muitas pessoas a adotarem dietas extremamente restritivas, muitas vezes sem orientação profissional, o que pode causar fadiga, baixa imunidade e até transtornos alimentares, como compulsão ou anorexia. Além disso, eliminar alimentos essenciais, como carboidratos, pode prejudicar o funcionamento do corpo, levando à perda de massa muscular, desequilíbrios hormonais e fragilidade óssea.

Um erro comum é pensar que cortar carboidratos, como arroz e batata, ajuda a emagrecer mais rápido. Na verdade, esses alimentos são a principal fonte de energia do nosso corpo e são essenciais para manter o desempenho físico. Quando cortados de forma radical, podem causar cansaço, tontura, dificuldade de concentração e até aumentar a ansiedade e a vontade de comer compulsivamente. Dietas muito restritivas também podem desregular o metabolismo, dificultando a perda de peso a longo prazo.

Para Lucas, o segredo está no equilíbrio: uma alimentação saudável aliada à prática de exercícios físicos. Cada nutriente tem sua função importante — proteínas ajudam na recuperação muscular, carboidratos fornecem energia e gorduras boas combatem o estresse oxidativo. Uma sugestão é manter uma composição de aproximadamente 45% a 60% de carboidratos, 20% a 40% de proteínas e 15% a 25% de gorduras na sua dieta.

Com tanta informação circulando na internet, é fundamental filtrar o que você consome. Antes de seguir qualquer dica, verifique se quem está falando tem formação na área e se o conteúdo é baseado em ciência. Nutrição não é uma receita pronta, cada pessoa tem necessidades diferentes. E, se tiver dúvidas, lembre-se: nada substitui o acompanhamento de um profissional qualificado.

 

Foto: Divulgação