Aos 74 anos, os irmãos gêmeos Deolindo e Amarílio Braga continuam dividindo muito mais do que a data de nascimento. Há décadas, eles compartilham também a paixão pela corrida de rua e fazem questão de estar juntos na largada da Dez Milhas Garoto, que chega à 35ª edição em 2026.
A história começou com Deolindo, corredor há 49 anos. Incentivado pelo sobrinho a participar da tradicional prova capixaba, ele decidiu levar o irmão para o esporte. Pagou a primeira inscrição de Amarílio e, desde então, os dois passaram a dividir também as pistas.
“Assim, fizemos uma dupla: os gêmeos corredores”, conta Deolindo, que participou de todas as 34 edições anteriores da Dez Milhas Garoto. Ao longo dessa trajetória, ele também teve a companhia da esposa em corridas pelo Brasil e por outros países.
Para Amarílio, aquele primeiro convite mudou sua relação com o esporte. “A primeira corrida que corri, quando ele me fez esse convite, marcou a minha vida. Depois disso, eu não parei de correr mais”, lembra. Ele participou de 27 edições da Dez Milhas Garoto.
Mais do que competição, a corrida se tornou para os irmãos uma oportunidade de convivência. “Esporte é reunião de família. A gente está sempre se reunindo no final de semana. É uma família crescente”, afirma Amarílio.
Agora, os dois se preparam para mais uma edição da prova, com um objetivo especial: cruzar juntos a linha de chegada.
“Queremos fazer uma boa corrida e chegar juntos. Nós dois, lado a lado”, diz Deolindo.
Para Amarílio, a vontade é continuar nas pistas. “Corrida é vida, é saúde e não tem idade.”
A história dos irmãos resume um pouco do que a Dez Milhas Garoto construiu ao longo de 35 anos: uma prova que reúne atletas de diferentes gerações e transforma quilômetros em encontros, memórias e histórias que continuam sendo contadas a cada edição.