A prática regular de atividade física pode ser uma importante aliada para pessoas que vivem com esclerose múltipla. Durante o Agosto Laranja, mês de conscientização sobre a doença, especialistas reforçam que o exercício, quando orientado e adaptado às condições de cada paciente, pode contribuir para a manutenção da funcionalidade e da qualidade de vida.
A esclerose múltipla é uma doença autoimune que afeta o sistema nervoso central e pode provocar alterações na mobilidade, equilíbrio, força muscular, visão e coordenação motora. No Brasil, cerca de 40 mil pessoas convivem com a doença, segundo a Associação Brasileira de Esclerose Múltipla (Abem).
Embora ainda não tenha cura, os avanços nos tratamentos e o acompanhamento multidisciplinar permitem que muitos pacientes mantenham a autonomia e realizem suas atividades cotidianas. Nesse contexto, a atividade física pode fazer parte da rotina de cuidados.
Segundo Everton Raeda, profissional de Educação Física e diretor técnico da Rede Alpha Fitness, exercícios bem orientados podem ajudar a preservar a força muscular, melhorar o equilíbrio, a coordenação motora e a resistência física.
Além dos benefícios relacionados à capacidade física, a prática de exercícios também pode contribuir para reduzir a fadiga, melhorar o sono, diminuir sintomas de ansiedade e depressão e favorecer a autoestima.
Exercício precisa ser individualizado
Não existe uma modalidade única que seja indicada para todas as pessoas com
esclerose múltipla. A escolha deve levar em consideração a fase da doença, as condições clínicas e as características individuais de cada paciente.
Caminhada, musculação, pilates, hidroginástica, bicicleta ergométrica e exercícios funcionais adaptados estão entre as possibilidades que podem ser incorporadas à rotina, sempre com orientação adequada.
“O mais importante é que o exercício seja individualizado, respeite os limites de cada pessoa e faça parte de um acompanhamento integrado com os demais profissionais de saúde”, explica Raeda.
A recomendação reforça um ponto importante: para quem convive com esclerose múltipla, movimentar o corpo pode ser uma ferramenta para preservar a funcionalidade e a autonomia, mas a prática deve fazer parte de um cuidado individualizado e acompanhado por profissionais de saúde.
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